2016/2017 - PONTO DE PARTIDA - PARTE I


 2016 - O ano do começo...  
                                             
Nossa jornada de 2016 em busca dos temas e formulação de matérias para as ideias divulgadas aqui no “Quanto Mais Tarde Melhor”, evidenciou a necessidade nos guiarmos por um tripé de ações concomitantes para que pudéssemos apresentar conteúdos de relevância para nosso público alvo. Esse tripé traduziu-se nos termos: encontros, capacitação e parcerias.
ENCONTROS  Nossa condição pessoal, diante da maturidade e no trato com os nossos pais e demais familiares idosos, foi o primeiro impulso para que nos interessássemos por esse universo 50+ e, assim, descobrimos que estávamos observando apenas a ponta de um iceberg. O círculo de família e amigos não deu conta de dimensionar o contexto acerca do envelhecimento e seus desdobramentos, que ora começava a se apresentar diante de nós. Então, saímos à procura de lugares e eventos nos quais os idosos estivessem envolvidos não só como assistidos ou como alvos, mas como protagonistas no direcionamento dos rumos de suas vidas, nos segmentos do bem-estar físico, mental e social. Encontramos a turma que participa do programa GEROSAÚDE (HC/SP), o grupo atuante nas palestras da DEFENSORIAPÚBLICA/SP e os grupos de igrejas, clubes, sociedades amigos de bairros e conselhos municipais de idosos, com pessoas atuantes, presentes, reivindicadoras para que fossem vistas e atendidas em suas especificidades; não apenas assistidas numa ótica da velhice como sinônimo de finitude, que não condiz em nada com a realidade dos dias de hoje. 
CAPACITAÇÃO Envelhecimento é uma novidade. “Como assim?” Até a história recente, envelhecer era para poucos. Na década de 60 a população de idosos em nosso país representava cerca de 4,1 % do total e agora já atinge cerca de 13%. A França levou mais de 100 anos para ir de 7% a 14%  de idosos em sua população total e nós, brasileiros, estima-se que levaremos  apenas mais 20 anos para atingirmos a marca de aproximadamente 25%. Esse crescimento vertiginoso da população idosa, demandou movimentos em todas as áreas de atendimento à pessoa, tanto no âmbito privado quanto no público. A Geriatria, dentro da Medicina, vem dando suporte para a busca do envelhecimento ativo e, os bons resultados disso, nos desconfortam cada vez mais diante do uso dos termos “velho/velhice” se associados às ideias de inutilidade, final vida e incapacidade. Atualmente, já trabalhamos de forma prazerosa com o termo da LONGEVIDADE. Entretanto, só a Medicina não dá conta de tudo. Por isso, várias outras áreas como a Psicologia, Pedagogia, Terapia Ocupacional, Arte, Educação Física, Comunicação, Nutrição, Enfermagem, Economia... e, no centro, a GERONTOLOGIA, agregam estudos, procedimentos e conhecimentos no planejamento, cuidado e  orientação para uma velhice longeva e ativa. Aprendemos muito sobre isso nos congressos, cursos e palestras na UNICAMP, no GEROSAÚDE/HC/SP, no IPGG/SP, no OLHE/SP, no GEROVIDA/CAMPINAS, DEFENSORIA PÚBLICA/SP entre outros. Nessas participações, vimos que precisamos aprender muito mais para compartilharmos com os nossos leitores e, também, para atuarmos como multiplicadores e fomentadores das ideias dessa nova perspectiva da vida longeva, para que ela realmente possa ser vivida intensamente. Em tempo, destacamos ainda, a oportunidade de usufruir dos temas destacados pela escritora  AÍDA GLIKSMAN DE SHOR em seu livro Estudos Sobre a Maturidade (Ofício das Palavras). 
PARCERIAS Apesar da faixa etária indicativa, ninguém se torna idoso dos 59 para os 60 anos. O envelhecimento é um processo e se evidencia a cada nova etapa da vida. Assim como são conquistadas novas capacidades físicas, mentais, emocionais, laborais...  em cada uma dessas etapas,  ao longo do tempo, percebe-se o declínio e até mesmo a perda total  de algumas ou várias das conquistas. Se informar sobre isso, aprender coisas novas, buscar  e obter ajuda no momento necessário, pode fazer a diferença na qualidade da vida que se tem pela frente. Vimos os bons exemplos de parceiros pesquisados nas matérias para a turma da terceira idade, que nos inspiraram a divulgar suas atividades ou buscá-los como referência nesse primeiro ano de estudo e atuação. Por isso agradecemos: UNIFESP-SP/UNATI, UMESP-SBC/PROGRAMA AQUARELA e PSICOLOGIA, USP (Universidade Aberta à Terceira Idade), IPGG JOSÉ ERMÍRIO DE MORAES/SP, GEROSAÚDE-HC/SP, INSTITUTO POR-VIR/SP, INSITUTO OLHE/SP, GEROVIDA/CAMPINAS...

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