PARTE II - A PALAVRA CHAVE PARA UMA BOA VELHICE É: PLANEJAMENTO - FALANDO SOBRE VIDA SOCIAL

É possível e importante planejar a vida social na maturidade                               
                   
A ausência de convívio social em que qualquer idade pode causar efeitos negativos na capacidade cognitiva, na saúde emocional e física das pessoas. Por isso, a interação social é um fator de proteção para o ser humano. Em se tratando do envelhecimento então... as relações sociais propiciam oportunidades para manter uma vida ativa e saudável.

Atualmente há uma tendência de rever os estereótipos associados ao envelhecimento. Muitas pessoas têm uma visão deturpada da maturidade fazendo uma associação às concepções de improdutividade, inutilidade e finitude;  especialmente diante do fato  de que os idosos tendem à diminuição de suas redes de relações sociais.
O pareamento do envelhecimento com a ideia de um processo de perdas tem sido substituído pela consideração de que etapas mais avançadas da vida humana, podem ser excelentes para novas
conquistas e procura por  novas possibilidades, sustentadas pela busca do prazer e da satisfação pessoal. As experiências vividas tornam-se saberes que oferecem oportunidades para realização de projetos abortados em outros momentos. Daí a importância de manter-se “conectado” com as mudanças e transformações. “A vida só pode ser compreendida, olhando-se para trás; mas só pode ser vivida, olhando-se para frente” (Soren Kierkegaard) .
Hoje em dia existem movimentos e espaços dedicados ao convívio social voltado para pessoas idosas, como: centros-dia, centros de convivência, centros de referência, universidades abertas para a terceira idade...  Sem contar as tecnologias que estão mais acessíveis ao público e que possibilitam,
mesmo à distância, obter informações e manter contato com amigos, familiares e ainda construir novos relacionamentos. Mesmo aquelas pessoas com alguma limitação física são beneficiadas com a facilidade e o encurtamento de distâncias, ficando separadas apenas por um “clic” no computador ou celular e inserção nas redes sociais dentro do mundo da internet.
A vida social do idoso não deve se resumir apenas à participação dele nesses grupos para a chamada terceira idade. Ele não pode prescindir de uma boa relação com  a sua família, do envolvimento em grupos de sua comunidade e dos contatos intergeracionais, que podem propiciar mais chances de manter-se atualizado. Trabalhos voluntários também são interessantes para tecer teias sociais. Porém, esse é um assunto que abordaremos em outra oportunidade. Vale lembrar que a qualidade dos contatos sociais é mais importante do que a quantidade.
Por promoverem o bem estar mental e físico, como já foi comprovado por estudos, as interações saudáveis devem fazer parte dos projetos pessoais dos adultos.
A máxima “Antes só do que mal acompanhado”, não é a única opção para quem quer ter um envelhecimento bem sucedido. Fica a dica... 

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